Xicuembo (versão 3.0)

memórias & resmungos do Carlos Gil

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quarta-feira, agosto 17, 2005

"Lóbulos"

... as palavras saiem ciciadas e, delas, como que enfatizando-as, deslizam sílabas ternurentas enquanto a língua percorre o lóbulo, gulosa dos segredos que lhe conta, àvida do riso do desejo, exigente no lamber do seu contorno, urgente no mordiscar impaciente...

Há uma auréola mágica que rodeia e embala em ternuras os lóbulos que os cabelos escondem, e que mãos firmes afastam num revelar de arca dos segredos, num doce destacar de sussurros em desejo consoados. Os lóbulos femininos são a porta da paixão que embriaga mentes e atiça corpos, no eterno namorar dos contrários que urgem fundir-se para afirmarem a beleza das diferenças. São sexys, belos, doces de provar, e os ouvintes mais atentos das insanes palavras de amor que aqueles que o buscam em si encontram, soltando-as num ciciar enleante, turvo de qualquer sentido onde esteja ausente o verbo amar. Neles a língua humidifica pensamentos e desejos, solta vontades e faz promessas, apaixona-se pelo seu contorno delicado, cartilagem de amor reclamado, erógeno bastião de acesso à embriaguês mais desejada.

Derrapei de novo. E adjectivado em overdose, ainda por cima. Mas que fazer? contido fui em tudo pois a avalanche de pensamentos que os lóbulos me trouxeram foi por bem contida e filtrada, e deles dei a fé mínima para vos contar o que me inspiram. Os adjectivos censurados, esses, guardo-os bem cá dentro para ciciá-los naqueles momentos em que os olhos por eles brilham, a pele húmida estremece, e às palavras em beijo responde em grito corporal um corpo, soletrando com todos os músculos, "vem".

Obrigado por serem tão Belas, Mulheres.

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